ESTAR Digital é diferente de SER Digital

Por Alexandre Guimarães
Head de Inovação & Digital, eleito Líder de Tecnologia Norte/Nordeste 2019 e Corporate Ninja 2019 pelo Cubo Itaú

Uma das principais corridas que tivemos em 2020 foi a das empresas indo para o digital. A pandemia acelerou esta corrida, de pequenas a grandes empresas, todas tiveram que tirar o projeto da gaveta para colocar em prática e em um tempo recorde. Para muitos varejistas, o digital foi tática de sobrevivência.

Vivemos uma grande transformação digital, porém, existe uma grande diferença entre SER digital e ESTAR digital. Os conceitos são totalmente diferentes e o caminho entre um e outro é igualmente diferent. Por isso vamos abordar os dois.

ESTAR DIGITAL

A presença no digital foi a corrida mais fácil e rápida que o varejo conseguiu, abrir uma operação de vendas na internet foi simplificada, as ofertas de plataformas e oportunidades que encontramos são muitas. Para os pequenos varejistas, principalmente o alimentício, nem é preciso se preocupar com uma plataforma de e-commerce pois temos diversos aplicativos que apoiam facilmente a digitalização das vendas: Rappi, Ifood, CornerShop, Uber Eats e por aí vai.

Ficou fácil ESTAR digital, porém se olharmos por outro lado, existe todo um processo interno que precisa ser digitalizado. Não adianta abrirmos um e-commerce para vendas online e mantermos toda uma operação manual por trás. Imaginem o processo: O consumidor faz uma compra na loja online, o varejista quando recebe o pedido vai e coloca manualmente em seu sistema para poder faturar. Depois de separado, embalado e faturado, ele vai até os correios para poder enviar ao cliente.

O processo do exemplo mostra que estamos no digital, mas existe um processo todo manual por trás. Está é a realidade para pequenos e médios varejistas. Eu mesmo pude ver isso ocorrer em diversas empresas e até em grandes Shoppings. Um Shopping em busca de se reinventar e criar uma plataforma digital para aproximar o cliente dos lojistas, adotou um marketplace. Criou a plataforma online mas não integrou os lojistas. Todo o processo ocorreu manualmente.

SER DIGITAL

Analisando o ESTAR digital já podemos ter uma ideia do que é o SER digital. Não adianta só entrar no mundo digital, mas precisamos ter um processo que seja a maior parte digital facilitando o dia a dia do negócio.

SER digital significa integrar todos os sistemas, automatizar os processos e um outro ponto importante: digitalizar a equipe. Acreditem, não adianta criarmos todo um processo digital se a nossa equipe não está preparada. Pude acompanhar um case onde todo o processo de Recrutamento e Seleção foi digitalizado, desde a candidatura, testes online e a entrevista final online. O candidato só precisava ir na empresa para começar a trabalhar. Porém, dentro da equipe de RH o processo ainda era offline, pois acabavam imprimindo todos os testes para análise, mesmo a ferramenta já trazendo todas elas. De que adiantou digitalizar todo o processo se internamente a equipe não estava digital ?

Um exemplo de SER digital interessante é o case de um varejista aqui do Nordeste, onde ao desenvolver o seu e-commerce ele decidiu centralizar o envio dos pedidos no seu centro de distribuição (CD). Porém, como ele tem uma rede grande de lojas físicas o estoque utilizado no site não é só do CD mas também das lojas. O processo é todo automatizado de modo que, caso o CD não tenha estoque do produto desejado no site, ele busca no estoque das lojas a qual já envia uma ordem de transferência para o CD e coloca um dia a mais no prazo de entrega do cliente. Desta forma o varejista consegue atender toda a demanda do e-commerce garantindo a satisfação do consumidor e o principal, com um processo todo automatizado, ou seja, digital. Sim, caso o pedido for apenas do produto que consta na loja o envio é realizado direto dela sem precisar levar para o CD.

Buscar o SER digital não é fácil, por isso muitos procuram primeiro estar no digital e só depois a digitalização do restante do negócio. Não é fácil, não é simples e muito menos rápido, mas é necessário. Por menor que seja a empresa sempre é possível buscar o SER digital. Isso trará mais eficiência, redução de tempo e de custo.


Head de Inovação & Digital, eleito Líder de Tecnologia Norte/Nordeste 2019 e Corporate Ninja 2019 pelo Cubo Itaú

Alexandre é um profissional apaixonado por tecnologia da informação e por inovação, com forte embasamento e ênfase em direção estratégica e transformação digital.
Graduado em TI pela FG e com MBA em gestão de projetos pela UNINASSAU. Ajuda empresas a ingressarem no mundo digital, estruturando, implantando processos e conectando clientes.

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