Robótica e Inteligência Artificial desafiam empregos e Previdência

Por André Navarrete
CEO da Optimize Group, Co-founder do GETIC e de vários outros grupos que reúne as principais lideranças do mercado.

Para quem tem mais de 50 anos, a palavra robô remete, imediatamente, ao autômato da série “Perdidos no Espaço”. A ficção, contudo, ficou para trás com os avanços da robótica, e surgiram dilemas, como calcular o impacto da robotização na Previdência Social. Até porque se estima que até 20 milhões de trabalhadores da indústria sejam substituídos por estes dispositivos até 2030.


Será um baque muito grande para sistemas de aposentadoria que já enfrentam dificuldades pela combinação de redução da natalidade com o aumento da longevidade.
Em função disso, a idade mínima para aposentadoria tem subido em diversos países, inclusive nos mais ricos.
Pode ocorrer, portanto, que o uso de robôs seja tributado para compensar a perda de contribuições previdenciárias. É o que defende, por exemplo, o bilionário Bill Gates, da Microsoft.

Estamos em tempo discutir esta questão, se houver também por aqui crescimento expressivo da robotização na indústria, nos serviços e no agronegócio.
Tal cenário parece óbvio, quando se sucedem, por exemplo, experiências com veículos autônomos. Sem contar que o uso doméstico da robótica é um dos mais promissores, inclusive como acompanhantes e cuidadores de idosos. E se avaliarmos também, todo o emprego das tecnologias no combate e no controle do COVID, na China e em todo o mundo.
Até agora, o “imposto do robô” ainda não foi criado. Por enquanto, somente a Coreia do Sul tomou providência concreta neste sentido, ao limitar a dedução de impostos de companhias automatizadas.


Pela experiência que tenho em tecnologia, inovação e gestão, não acredito que seja viável tributar diretamente o uso da robótica e da inteligência artificial. Talvez fosse mais adequado aumentar impostos em determinadas faixas de lucratividade, em companhias com alto nível de automação.
Temos que discutir mais seriamente as transformações no mercado de trabalho provocadas por algoritmos, robôs, softwares, impressão 3D, drones, nanodispositivos, implantes de chips e apps disruptivos.

Algum tipo de renda universal terá de ser criado para a maioria da população que não terá lugar nas empresas. Ou voltaremos a viver como em sociedades pré-industriais, nas quais predominavam os ofícios, e em que as famílias tinham de cultivar a terra e produzir bens essenciais, como roupas e móveis.


Conheça o Navarrete

ANDRÉ NAVARRETE

Empreendedor e produtor executivo de encontros relacionados à empreendedorismo, tecnologia, gestão e inovação. É CEO do Optimize Group. 

Iniciou sua trajetória na área técnica, passando para gestão e, em seguida, para o empreendedorismo. Ajuda empresas a reduzir custos, a acelerar processos e a se reinventar. Gosta de fazer amigos e de movimentar o ecossistema do qual faz parte. 

Desenvolveu uma metodologia própria para engajamento que possibilita um modelo de negócios especialista e que garante o ROI.

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