Métodos avançados + Líderes atrasados = a conta não fecha!

Por Karol Oliveira
Gestora de Inovação e Especialista em Desenvolvimento de Novos Negócios, eleita Líder de Inovação Norte/Nordeste 2019.

Em 2018/2019 as empresas iniciaram um movimento interessante em tentar se aproximar do ecossistema de inovação. A intenção foi boa, mas a execução nem tanto! Vimos inúmeros profissionais frequentando eventos por todo o país, achando que isto era fazer inovação ou passível de qualquer transformação dentro das empresas. Entenda, eventos são úteis desde que você saiba o que está fazendo ali e vá com um propósito claro. Neste caso, o fluxo era insatisfatório: a empresa investia em eventos para o colaborador que, por sua vez, viajava e voltava sem saber como aplicar os conhecimentos obtidos. Formou-se o caos.

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Por que em alguns cenários o profissional não consegue colocar em prática o que aprende? Um ensino superficial, uma trilha técnica sem treinar habilidades (vice-versa) ou até mesmo a falta de treinamento para pensar além do operacional. Como corrigir isto? Capacitação! Comecei o ano afirmando que, na minha visão, 2020 nos ensinou a necessidade de afiar o machado para quando vier uma guerra, por isso 2021/2022 devem ser dedicados a treinar colaboradores. Para reafirmar meu pensamento, o estudo da Deloitte mostra que 84% das empresas pretendem colocar como prioridade a capacitação dos colaboradores para levar os negócios a alta performance.

Com tanta tecnologia e metodologia disponíveis, se não tivermos pessoas que saibam manusear, a conta não fecha – mas os negócios sim. De modo prático, segue 3 princípios da estruturação para crescer empresas com pessoas aptas:

1. INTRODUZA O PENSAMENTO INOVADOR

Treinar nos princípios do design thinking também é essencial – esta abordagem centrada no humano para a inovação é fantástica. O método se concentra em sempre analisar três pilares; a) pessoas cujo problema você está tentando resolver, b) tecnologia que você usará para resolvê-lo e, finalmente, c) o modelo de negócios que o tornará lucrativo. Em empresas engessadas, a última etapa geralmente vem primeiro, o que restringe drasticamente as possibilidades de criação do time.

2. TREINE TODOS OS NÍVEIS

Capacitar o time operacional é fundamental para uma boa entrega técnica de qualquer serviço ou produto, mas a alta gestão também precisa de atenção. O grande problema é que, embora as equipes estratégicas (diretores, gerentes, supervisores) muitas vezes defendam a necessidade de transformação, geralmente se referem a todos, menos a eles. Essas são as pessoas que mais precisam se transformar, pois estes que determinam a estratégia e alocam recursos – e também são os mais propensos a descartar novas ideias do time se não estiverem envolvidos na descoberta e desenvolvimento.

3. PROMOVA E APLIQUE, É UM CICLO

Inicie promovendo capacitações segmentadas, colocando o time para participar de cursos que potencializem suas habilidades humanas (criatividade, resolução de problemas complexos, flexibilidade cognitiva, comunicação) e também técnicas (vendas, gestão, growth e etc). E em meio ao aprendizado, faca acontecer a execução porque uma dificuldade de quem recebe treinamento é conseguir colocar em prática tudo aquilo depois que o curso passa e restam os problemas do dia a dia a serem resolvidos.

Um líder deve ter a coragem de fazer perguntas difíceis e abrir sua mente para imaginar novas possibilidades.

Reinvenção nunca é fácil, ela exige vontade de olhar além do cenário atual – às vezes contemplando a possibilidade de novos produtos, serviços ou melhorias lucrativas. Quer avançar em 2021? Capacite todos a sua volta, a todo instante!


Conheça Karol !!!

Karol Oliveira

Gestora de Inovação com foco na habilidade de Problemas Complexos, Karol é especialista em inovação aplicada em corporações e startups. Em 2019, foi eleita Líder de Inovação Norte/Nordeste pelo prêmio Innovation Leader.

Iniciou no mercado de trabalho como docente na disciplina de Física voltada para concursos da Aeronáutica e Marinha. Deu start na sua carreira de negócios na área comercial e em seguida teve sua startup onde recebeu investimento anjo. Anteriormente foi consultora do Porto Digital, um dos maiores parques tecnológicos do cenário nacional.

Com uma vasta experiência em diferentes segmentos do mercado e devido a paixão por novas histórias, hoje além dos projetos, treinamentos e palestras, também é mentora de novos negócios em centros de inovação distribuídos pelo Brasil.

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